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Big Data para negócios de impacto social

Entenda como o poder dos dados ajuda negócios de impacto a solucionarem os maiores desafios sócio ambientais do mundo

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Você sabia que na sociedade da informação em que vivemos, a quantidade de dados dobra a cada dois anos? Atualmente, as pessoas usam a Internet intensamente em seu cotidiano assim como diversos aparelhos que monitoram o dia-a-dia – quantas pessoas não têm no celular um aplicativo de trânsito, um marcador de passos, horas de sono e até dieta – e isso contribui para a geração massiva de dados.

Por exemplo, a cada selfie tirada em seu smartphone, você gera um registro geográfico de onde estava, em que dia e a que horas. Cada interação nas redes sociais, cada transação financeira, cada site acessado geram mais registros digitais.

Todo esse enorme volume de dados gerados a todo instante no mundo tem sido usado por empresas, governos e organizações do terceiro setor para orientar decisões de negócios e políticas sociais e ambientais. Unindo-se a lógica de mercado à intenção de se gerar impacto socioambiental positivo, pode e deve ser usado também por negócios de impacto.

Nesta matéria você: 1) aprenderá o que é Big Data; 2) conhecerá organizações dedicadas a aliar esta tecnologia a impacto social; 3) será apresentado a casos de sucesso de negócios de impacto que usam Big Data; 4) entenderá como implementar a tecnologia. Boa leitura!


Este é um conteúdo da série:


O que é Big Data

A definição mais corrente é a criada pela consultoria Gartner, que usa o conceito dos três “V”s: variedade, volume e velocidade. Segundo a consultoria, Big Data são grandes variedades de dados que chegam em altos volumes, em velocidades cada vez maiores.

Explicando melhor, são conjuntos de dados enormes e complexos, alimentados por novas fontes de dados. Estes conjuntos são tão volumosos que os softwares de processamento de dados tradicionais não conseguem gerenciá-los. Por isso, são necessários métodos inovadores para tratá-los, uma vez que são importantes na solução de desafios sociais e econômicos, tanto no setor público, como no privado.

Para saber mais, leia este artigo da Oracle. E assista ao vídeo abaixo do Olhar Digital:

Organizações de apoio a projetos sociais baseados em Big Data

Existem algumas organizações que ajudam a aplicar o Big Data em projetos sociais, incluindo negócios de impacto. Conheça abaixo um pouco sobre três das mais importantes.

Data For Good

O movimento Data for Good tem a meta de fazer com que o Big Data oriente iniciativas sem fins lucrativos a gerar soluções alinhadas com a Agenda 2030. Criado em 2013 por Joy Robson e Victor Anjos, o movimento começou no Canadá ajudando comunidades locais a solucionar seus maiores desafios. Desde então, contribuiu com projetos de organizações como Greenpeace, Unicef, Ottawa Food Bank, Overdose Prevention Society, entre outras.

Esta matéria do Social Good Brasil dá exemplos reais de projetos apoiados pelo movimento, em áreas como saúde, tráfico de seres humanos, acessibilidade, combate à corrupção, controle de epidemias, previsão de crimes e previsão de crises econômicas e sociais.

Data Analysts for Social Good

Criado pelo americano Andrew Means, o Data Analysts for Social Good oferece treinamento para profissionais do setor público em análise de big data e é uma comunidade global de centenas de profissionais de ciências de dados, incluindo empreendedores sociais.

Andrew Means esteve presente no Festival Social Good Brasil em 2017 e participou do painel “Big Data do Bem – os dados podem ser nossos aliados?”. Assista abaixo:

DataKind

Esta organização existe para unir cientistas de dados a organizações de transformação social, com o objetivo de maximizar o seu impacto positivo no campos da educação, pobreza, saúde, direitos humanos, meio-ambiente e cidades.

Entre outros projetos, o DataKindajudou o Banco Mundial a identificar e analisar conjuntos de dados para apoiar a boa governança, transparência pública e o combate à corrupção.

Casos de sucesso

DemystData

Sediada em Hong Kong, usa Big Data para conectar instituições financeiras a indivíduos tipicamente excluídos dos sistemas financeiros, os chamados “desbancarizados”. Ao mesmo tempo em que ajuda estas pessoas a terem acesso a serviços financeiros – como conta bancária e crédito – também oferece vantagens às instituições financeiras. Segundo a empresa, seus serviços são capazes de gerar um aumento de 20% na base de clientes, com o mesmo nível de risco dos clientes tradicionais, e com 45% menos fraudes.

Tala

Outra empresa que adota Big Data para aumentar a inclusão financeira, a Tala atua no Quênia oferecendo microcrédito a pessoas com baixo ou nenhum credit score e que, portanto, não são atendidas por bancos tradicionais.

Faz isso analisando os dados dos smartphones de seus clientes. Esses dados criam um perfil de crédito que definirá se o cliente poderá receber um empréstimo e, em caso positivo, de qual valor. Entre os muitos dados analisados, incluem-se ligações periódicas para sua família (demonstrando relações estáveis), consistências nos locais que frequenta cotidianamente, quantidade de pessoas com quem se relaciona (troca mensagens, por exemplo), entre outros. O sistema parece funcionar bem. A empresa alega que mais de 90% dos seus clientes pagam os empréstimos de volta.

Diagonal Transformação de Territórios

A Diagonal é uma empresa brasileira de consultoria para diversos setores da economia, governos e instituições do terceiro setor, que fomenta políticas públicas e de sustentabilidade em territórios. Entre outras atividades, atende comunidades favelizadas   e comunidades em áreas de risco e usa a ciência de dados para melhorar a qualidade de vida de comunidades de baixa renda. Saiba mais sobre a Diagonal.

Pluvi.On

Também brasileira, desenvolveu um sistema de monitoramento climático que visa entregar mais previsibilidade e segurança, usando tecnologias modernas como Big Data e Internet das Coisas. A empresa alega que consegue uma resolução de previsão metereológica até 4x maior do que o mercado, sendo capaz de prever se irá  chover em determinado endereço.

A Pluvi.On destaca que sua solução pode ser aplicada em diversos setores. Por exemplo, na agricultura, ajuda a decidir os melhores dias para colher e plantar; na geração de energia, fornece mais segurança no planejamento, manutenção e precificação; para prefeituras, ajuda a reduzir os riscos de perdas relacionados a eventos climáticos extremos.

Residuall

Outra startup brasileira, trata-se de uma empresa de inteligência em gestão de resíduos, cujo sistema promete aumentar a eficiência na coleta de resíduos. Por meio dele, empresas de coleta recebem solicitações de coleta de maneira organizada, para que a operação seja executada de forma eficiente. Segundo a organização, a aplicação de sua solução no mercado de óleo vegetal usado gerou uma melhora de até 40% da operação logística das empresas de coleta do setor.

Como implementar um sistema de Big Data

Assim como Inteligência Artificial e Blockchain, Big Data é uma tecnologia inovadora que não deve ser ignorada por empreendedores de impacto. Se você acha que faz sentido esta tecnologia ser aplicada ao seu negócio, a maneira mais simples e direta seria consultar um fornecedor de soluções personalizáveis neste setor. Existem vários bem estabelecidos, como a Oracle, a SAS e a IBM.

Redação Kaleydos

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