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Equity Crowdfunding é para empreendedores como Brian, CEO do Airbnb

Publicado em 27 de setembro pelo Kria

Semana passada o Airbnb enviou uma carta ao Securities and Exchange Comission (ou SEC, a americana equivalente à CVM no Brasil) solicitando permissão para conceder participação acionária aos seus anfitriões, aqueles que alugam suas propriedades pela plataforma.

Assim como o Aibnb, outras empresas de economia compartilhada, como o Uber, já manifestaram interesse de se alinharem com suas comunidades através de participação acionária: eles entendem que aumentar os incentivos a sua rede é benéfico para ambos os lados.

“Airbnb é uma empresa com base na comunidade, e não seríamos nada sem nossos anfitriões. Gostaríamos que nossos anfitriões mais leais fossem acionistas, mas precisamos que as políticas atuais mudem para fazermos isso acontecer”
– Brian Chesky, CEO do Airbnb, para a Axios

Airbnb e Uber, hoje já unicórnios, desde o surgimento tiveram a preocupação de construir uma rede forte e engajada. A solicitação para a SEC alterar a legislação (e permitir que empresas possam conceder equity para suas redes) ressalta esse valor.

E se a própria construção da comunidade tivesse esse alinhamento de incentivos?

Aqui no Kria, acreditamos que quando a comunidade é determinante para o sucesso de seu negócio, ela deve ter a oportunidade de “participar” de sua criação. O equity crowdfunding é para empreendedores como o Brian, do Airbnb.

Ao abrir uma oferta de crowdfunding — e consequentemente aceitar um número maior de sócios -, a empresa passa a contar com uma legião de embaixadores comprometidos com o sucesso do negócio. A captação gera um efeito de rede poderoso para a startup, que expande seu networking, passa a contar com a experiência dos novos sócios, e mais importante de tudo, aumenta a vontade de crescer.

Do lado da comunidade, há a oportunidade de se envolver no negócio em que acredita e se beneficiar do crescimento da startup. De fazer parte, mais ativamente, do movimento que está ajudando a construir.

“É uma vergonha que o usuário médio do Facebook não teve a oportunidade de ter ações no Facebook durante seu crescimento em valor de zero para $100bn”.
— Fred Wilson, investidor de empresas como Facebook, Twitter, Kickstarter.

Aqui no Brasil, vemos muitos negócios construindo movimentos e que dependem de uma comunidade forte para a sobrevivência. Parafraseando Fred Wilson, é uma pena que a comunidade desses negócios não foi convidada para investir neles, e participar de seu crescimento.

Redação Kaleydos

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