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Eu Errei: Matheus Cardoso, do Moradigna

O Moradigna nasceu para levar reformas de cômodos insalubres para a população de baixa renda, parcelando em doze vezes. Parcelar foi a parte difícil.

“Não dá para assoviar e chupar cana ao mesmo tempo.” Dessa maneira Matheus Cardoso sintetiza o seu maior erro – e o maior aprendizado – à frente do Moradigna. A empresa já realizou mais de quinhentas reformas em cômodos e residências insalubres nas periferias de São Paulo. Mas se dar conta de qual era o problema no negócio não foi tão direto e simples quanto enunciar um ditado. Fundada em 2015, o Moradigna nasceu para oferecer reformas à população de baixa renda no sentido de conferir mais conforto e dignidade à vida das pessoas. Uma obra pela empresa custa em torno de R$ 5 mil – muito dinheiro para pagar de uma vez só. Então, desde o início o Moradigna passou a financiar as reformas diretamente junto aos clientes, parceladas em até doze vezes, via carnês. E assim começou o erro. “Ou a gente criava uma financiadora para a população de baixa renda ou uma empresa de reforma. Os dois juntos é muito complexo”, conclui Matheus.

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