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Pesquisa mostra o cenário de empresas de impacto social no Brasil

Pipe.Social lança 1o Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental; confira os resultados

Originalmente publicado pelo Startupi

Os maiores problemas do mundo são as maiores oportunidades de negócio do mundo. Esta frase é de Peter Diamandis, fundador da X Prize Foundation e cofundador da Singularity University. Como estes negócios, que estão mudando (e ganhando) o mundo, estão agindo no Brasil?

Carol Aranha e Lívia Hollerbach, cofundadoras da Pipe Social
Carol Aranha e Lívia Hollerbach, cofundadoras da Pipe Social

Uma pesquisa divulgada hoje pela Pipe Social mostrou como está o cenário para empresas de impacto socioambiental no País. O estudo foi realizado com ajuda de cerca de 40 atores deste ecossistema. Entre eles, BioStartup Lab, Acelera Partners, Vox Capital e Artemisia.

A pesquisa, baseada em um mapeamento quantitativo, durou de dezembro de 2016 até fevereiro deste ano, via questionário online. Ao todo, 579 negócios participaram do estudo, representando as cinco regiões do País.

Após este primeiro mapeamento, a instituição realizou entrevista com os empreendedores destes negócios e com alguns especialistas do setor para ajudar a fomentar e entender melhor o cenário onde estão estas empresas. Foi realizado também um levantamento de dados secundários sobre o setor de impacto no Brasil e no mundo, para que fosse possível uma melhor análise das informações obtidas com o estudo.

Perfil

Dos 579 negócios mapeados, 70% já estão formalizados, e 40% deles têm menos de três anos de fundação. Para Lívia Hollerbach, fundadora da Pipe, isto mostra que este é um mercado ainda emergente no Brasil, mas já bastante estruturado.

63% destas empresas estão na região Sudeste – destas, 43% apenas em São Paulo. 20% no Sul, 9% no Nordeste e 3% no Centro-Oeste e Norte.

52% dos empreendedores participantes mencionaram B2B como o modelo de negócio de suas empresas. 52% mencionaram B2C, 42% B2B2C, 27% B2G e 9% C2C. 6% dos entrevistados ainda não sabem qual modelo de negócios seguirá a empresa.

O modelo de monetização mais mencionado (44%), foi venda única, seguido de venda direta recorrente (43%), assinaturas (34%) e, por fim, publicidade (19%). Os menos mencionados foram modelo SaaS – software como serviço (15%), PaaS – plataforma como serviço (14%), micropagamentos (9%) e IaaS – Infraestrutura como serviço, com 4% das respostas.

Modelo

“Qual é a área que o seu negócio pode revolucionar?” Esta foi uma das perguntas respondidas pelos empresários. Metade dos entrevistados (50%) respondeu Educação, seguida por Tecnologias Verdes e Cidadania, com 30% e 28%, respectivamente. As áreas da Saúde e Cidades ficaram com 19% das respostas, e Finanças Sociais 16%.

Lívia aponta que, quanto mais novas eram as empresas, maiores os índices de impacto na área de finanças. “Acreditamos que muito disso se deve ao boom que as fintechs tiveram nos últimos anos, principalmente em 2016, no Brasil.” 57% dos negócios já conseguem apontar apenas uma área-chave para seu negócio. 43% delas ainda selecionam mais de uma.

Mais da metade das empresas que selecionou Cidadania como área-chave também selecionou Educação (53%). Dos negócios que selecionaram Educação, por sua vez, apenas 29% deles também selecionou Cidadania.

Dos negócios focados em Cidades, 44% também se focam em Tecnologia Verde. Dos negócios da vertical de Tecnologia Verde, 27% deles também estão focados em Cidades. Empresas de Finanças Sociais se associam com Cidadania (32%) e Educação (27%). Os negócios de Saúde se associam mais com a área de Educação (38%).

Gênero

Quase seis em cada dez empresas brasileiras de impacto social são fundadas exclusivamente por homens. Do total pesquisado, apenas duas em cada dez têm apenas mulheres como fundadoras.

Este número baixo de mulheres se mostra também na mortalidade destas empresas. O número de empresas lideradas por mulheres que não passam do “vale da morte” é muito maior que de empresas de homens. Este período vai desde a ideação até a validação do negócio, passando pelo piloto, protótipo e MVP do produto.

“Cristine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional, disse que se houvesse igualdade de gênero no mercado de trabalho e no empreendedorismo, instantaneamente adicionaríamos um EUA e uma China na economia global”, finalizou.

Para ter acesso ao Mapa completo, acesse aqui.


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