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SITAWI apoia projeto de extrativismo sustentável de macaúba orgânica

A iniciativa tem como objetivo promover o desenvolvimento da cadeia produtiva da macaúba, capacitando agricultores familiares e disseminando o potencial do óleo vegetal

Da SITAWI Finanças do Bem

A macaúba, palmeira nativa do Cerrado brasileiro, possui grande potencial de extração de óleo vegetal sustentável. Pensando nisso, a INOCAS, negócio social baseado em Patos de Minas (MG), decidiu promover o extrativismo sustentável dos frutos das palmeiras nativas para alavancar a cadeia produtiva da macaúba orgânica. A iniciativa conta com o apoio da SITAWI e do Instituto Mahle, e estrutura-se em três pilares: capacitação e mobilização de agricultores familiares para o extrativismo sustentável de macaúba nativa orgânica; acesso a políticas públicas que beneficiam os produtores; e certificação orgânica do produto nativo. O impacto gerado está relacionado à inclusão social, à valorização da biodiversidade brasileira e à geração de trabalho e renda para os agricultores familiares.

O projeto “Extrativismo Sustentável de Macaúba Orgânica” tem por objeto a promoção da cadeia produtiva da macaúba como fonte de óleo vegetal sustentável aumentando a produção de alimentos de qualidade orgânica, assim como gerar insumos para cosméticos, químicos e combustíveis, substituindo transgênicos e outras culturas exclusivas e degradantes. Seu cultivo se dá  através da agrossilvicultura, cultivo conjunto de culturas agrícolas, evitando o desmatamento ou mudanças no uso da terra com a coexistência de agropecuária no mesmo local.

Uma alternativa mais sustentável

Atualmente, o óleo de palma é o mais utilizado no mundo e é insumo para milhares de produtos desde alimentos como margarinas e sorvetes a produtos de limpeza doméstica, higiene e até tanques de combustível. Por este motivo, o óleo de palma é responsável pela conversão de florestas em larga escala nos trópicos e por altas taxas  de emissão de carbono, contribuindo para o aquecimento global.

A integração de palmeiras de macaúba em pastagens existentes resultará em sequestro de CO² e, no longo prazo, poderá substituir as plantações de palma estabelecidas através de desmatamento ao redor do mundo. Além disso, o projeto beneficiará os trabalhadores sazonais, pois criará empregos após a temporada do café, quando geralmente as taxas de desemprego aumentam.

Inovação no plantio

A principal inovação da INOCAS está no seu sistema de plantio e no modelo de negócio, pois o cultivo da macaúba em sistemas de agrossilvicultura permite a produção de grandes quantidades de óleo vegetal sem impactos negativos como desmatamento, mudança no uso da terra ou grilagem. A integração de palmeiras de macaúba em pastagens existentes resultará no resgate de cerca de uma tonelada de CO² por planta, na criação de uma cobertura florestal de 30% da região, proporcionando sombra e reduzindo a amplitude térmica e na redução de consumo de água pelo gado devido ao aumento da região de sombra.

Melhoria de renda e equilíbrio de produção

O projeto também gera benefícios para os trabalhadores. Em Minas Gerais, mais de 200.000 pessoas trabalham em fazendas de café durante a época de colheita, que vai de maio a setembro. Após a temporada do café, as taxas de desemprego geralmente aumentam. Os trabalhadores entrevistados no estudo de viabilidade da Universidade Leuphana ganhavam, em média, R$ 73 por dia, ou seja, R$ 1.600 por mês com a colheita da macaúba nativa. Isso significa que, como a colheita da macaúba ocorre de outubro a janeiro, ou seja, após a colheita do café, ela cria oportunidades de renda adicional e melhor remuneração para os trabalhadores.

Redação Kaleydos

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